sábado, 5 de julho de 2008

Do simples para o complexo


Após a realização das atividades sugeridas pela professora de Ciências, constatei que podemos e devemos introduzir conceituais iniciando por tarefas simples, de fácil entendimento e de preferência partindo do concreto, realizando saídas de campo. Partindo da observação feita pelo professor, a fim de identificar os interesses dos alunos, posteriormente deverá globalizá-los integrá-los para desenvolver conteúdos que são obrigatórios no plano de Curso. Interessante também, seria utilizar o conhecimento informal, o popular que os alunos demonstram ter e através de pesquisas torná-los científicos.

Sentindo na pele!!

Dentre outras funções, vejo que este curso nos traz a possibilidade de assumirmos realmente o papel de estudantes, da mesma forma que os nossos alunos fazem. E, isso nos remete muito aos erros que cometemos com eles. Durante a realização do trabalho da representação dos desenhos, que fizemos na aula presencial, pude ver que também como os alunos, sentimos muita dificuldade em representar aquilo que é abstrato, e também, que nem sempre utilizamos o mesmo raciocínio ou idéia para fazer os desenhos; que cada um possui a sua maneira , mas que ao final remetem ao mesmo denominador. Essa troca de papéis proporciona uma reflexão constante sobre a nossa prática, fazendo com que utilizemos tudo àquilo que aprendemos durante o curso, dentro do possível ou adaptando-as, com nossas turmas.

Fazendo apostas!

A atividade envolvendo estimativa foi muito legal de ser feita, visto que utilizei algo do interesse dos alunos, que é o jogo dos pênaltis: “Como a brincadeira preferida dos alunos no recreio é o jogo de pênaltis, resolvi desafiá-los para que estimassem de dez chutes para cada um, quantos acertariam em gol. Cada aluno fez a sua aposta e então confeccionamos um cartaz em forma de tabela:

Aluno/ Aposta/ Gols marcados






Todos gostaram muito da brincadeira, principalmente quando acertavam a aposta feita.

Após a realização da atividade, foram abordados diversos questionamentos, tais como:
Quantos alunos acertaram suas apostas?
Quem fez mais gols?
Quem fez menos gols?
Quanto o Jean fez a mais que o Elivelto?
Quanto o Daniel fez a menos que o Adriano?
Quantos gols foram marcados ao todo?
Entre tantas outros que surgiram.”.
Eles demonstraram muita curiosidade e acharam muito interessante apostar. Além disso, passaram mais de uma semana fazendo estimativas envolvendo diversas atividades, como nº de alunos presentes, nº de lápis de cor no pote coletivo, nº de peças do quebra-cabeça, entre outras.

A importância da prática

Quando trabalho com grandezas com meus alunos, vejo que demonstram dificuldade e certo tempo para conseguirem assimilar os conteúdos em questão. E, depois de realizadas as leituras e atividades propostas, compreendo que devemos utilizar muitas situações envolvendo o dia-a-dia dos alunos, relacionando com seus interesses e principalmente explorando materiais concretos, para que realmente possam construir aquilo que aprenderam na teoria. O trabalho prático envolve mais os alunos e é o momento onde realmente irão surgir as dúvidas sobre o que está sendo estudado, e então há a possibilidade de realizarmos a construção coletiva de tal conhecimento.

Utilizando velhos conhecidos...


Através da realização da atividade e das leituras envolvendo materiais diversos, pude “desenterrar” alguns que já estavam guardados há tempo, os quais eu mesmo confeccionei, o geoplano e os blocos lógicos são exemplos disso. Vejo que a correria do dia-a-dia nos faz esquecer e deixar de lado atrativos que são simples e de baixo custo, que podem ser construídos pelos próprios alunos e quem sabe pelos seus pais, em uma oficina. O geoplano nos traz inúmeras possibilidades, entre elas à exploração da multiplicação e o trabalho com as figuras geométricas, que propus no wiki, porém ainda não havia realizado. Então, assim que foi possível, apliquei a atividade com meus alunos, alcançando um ótimo resultado, pois eles puderam manusear o geoplano e trabalhando com o concreto, estabelecer relações com a teoria que havíamos estudado.




Uma questão de orientação!!!

Meus alunos ainda demonstram certa dificuldade em orientarem-se no espaço, pois precisam de ajuda para resolver problemas simples, conforme já relatei na atividade EF 1, “buscar uma escada no almoxarifado que fica na segunda porta a direita, no corredor dos banheiros”, e também para indicar pontos de referência da própria casa, “perto do Bar do Belinho, passando a casa da benzedeira, ...”, sendo que raramente sabem seu endereço. Assim, é necessário realizar atividades que envolvam a orientação espacial e então, cito uma prática que ocorre todos os anos na escola em que eu trabalho: na Páscoa realizamos a Caça ao Ninho, onde cada turma recebe uma pista que vai levando as demais, até que encontram seus ninhos. Nesse caminho, realizam várias atividades envolvendo orientação, tais como: virem à direita e caminhem vinte passos até a próxima pista... Alguns alunos encontram dificuldades para se localizar, mas com a ajuda da professora acabam encontrando o local indicado. As crianças adoram.

Prática aliada a teoria

A interdisciplina de matemática fez com que eu pudesse refletir a cerca da minha prática docente, visto que esta lançou muitos desafios, utilizando atividades práticas, embasadas na teoria. Pude repensar a forma como vinha desenvolvendo certos conceituais de matemática nas minhas aulas, pois apesar de sempre procurar fazer o melhor, surgem dúvidas e muitas perguntas sobre o que é certo e o está sendo feito errado. Realizadas as atividades e também, pela socialização de muitas sugestões dos trabalhos desenvolvidos pelas colegas, pude aprimorar o meu trabalho com as turmas que atendo, principalmente por desenvolver o projeto da Classe de Apoio, o qual tem como principal objetivo sanar a s dificuldades específicas dos alunos atendidos, de forma lúdica e prazerosa. Cito como exemplo de uma atividade prática que desenvolvi com meus alunos e foi um sucesso, pois faz parte das vivências deles:


http://fabianavleal.pbwiki.com/Atividade+CS+4