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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Resposta aos questionamentos da tutora - referente a postagem " Muita Agitação"

Interagir com a aprendizagem, sob o meu ponto de vista, é participar de forma efetiva na construção de aprendizagens, construindo o jogo, explorando de maneira prática os materiais, experiênciando, discutindo, entre tantas possibilidades, sempre buscando que o educando seja um sujeito ativo dentro do processo e não apenas um expectador. Segundo PIAGET, “o interesse é o prolongamento das necessidades. É a relação entre um objeto e uma necessidade, pois um objeto torna-se interessante na medida em que corresponde a uma necessidade.” Sendo assim, entendo que preciso rever quais são de fato suas necessidades, buscando adequar os jogos e atividades diferenciadas, direcionando principalmente para os atitudinais, que estão atrapalhando o desenvolvimento da aula.

PIAGET, Jean. O desenvolvimento mental da criança. In: Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense. 1986.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Muita agitação!!!!

Procuro fazer da minha sala de aula um espaço construtivista, pois conforme Piaget: “Conquistar por si mesmo um certo saber, com a realização de pesquisas livres, e por meio de um esforço espontâneo, levará a retê-lo muito mais; isso possibilitará, sobretudo ao aluno, a aquisição de um método que lhe será útil por toda a vida e aumentará permanentemente a sua curiosidade, sem o risco de estancá-la, quanto mais não seja, ao invés de deixar que a memória prevaleça sobre o raciocínio, ou submeter a inteligência a exercícios impostos de fora, aprenderá ele a fazer por si mesmo funcionar a sua razão e construirá livremente suas próprias noções.” (Piaget, 1976, cap. V) Logo, ao interagir com a aprendizagem, o aluno terá mais gosto pelo que está aprendendo, tornando-a significativa, portanto, lembrará para toda a vida. Lembramos somente daquilo que de uma forma ou de outra nos trouxe algum significado. Desenvolvo meu trabalho com a intenção de tornar a escola um local onde os alunos produzam seus conhecimentos de forma autônoma e não apenas recebam conhecimentos transmitidos pelo professor. Por isso, desempenho o papel de mediadora dos saberes, buscando colaborar para a formação de cidadãos críticos e conscientes, capazes de promover transformações.
Iniciei o estágio com muitas expectativas, dentre elas: saber colocar em prática tudo que eu aprendi ao longo do PEAD/UFRGS; outra é encontrar a melhor forma de sanar as dificuldades individuais dos meus alunos e quem sabe a mais importante, auxiliar meus educandos para que percebam o quanto é necessário ouvir para aprender.
Gostaria de relatar o jogo do “troca 10” que apliquei na aula de hoje. Os alunos já vem há bastante tempo explorando o material dourado, seja brincando livremente ou conforme o combinado, porém, resistem sempre que proponho alguma atividade dirigida; não querem jogar ou fazem de qualquer jeito. E hoje não foi diferente. Alguns alunos brincaram de acordo com as instruções, mas outros não o fizeram, sendo necessário a minha intervenção. Além disso, dois alunos estão encontrando muita dificuldade em identificar números e associá-los as quantidades correspondentes. Pretendo utilizar de maneira intensiva este material, explorando suas diversas formas de uso, até que todos tenham compreendido unidade e dezena de forma efetiva.PIAGET, Jean. DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM. UFRGS – PEAD

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O COMEÇO

Estou iniciando 2010 de forma especial, pois este ano tenho grandes desafios para superar: o primeiro é o estágio curricular (1º semestre) e o segundo é o trabalho de conclusão (2º semestre).
Creio que o estágio, que realizarei com a minha turma, é o momento de colocar em prática tudo que aprendi ao longo da PEAD/UFRGS. Receio, pois as idéias são muitas, mas o tempo disponível para planejar é curto, dificultando assim o trabalho. Estou bastante ansiosa para conversar com o orientador, para acertar os detalhes de como será a prática do estágio. Confesso que fiquei um pouco preocupada após a aula presencial, pois estou pensando como será postar os planos de aulas e fazer relatórios diariamente.
Para iniciar minhas postagens relacionadas ao meu estágio curricular, gostaria de discorrer sobre a turma com a qual desenvolverei minha prática de estágio.
Este ano ocorreram algumas modificações na minha vida docente, visto que troquei de escola, pois a que eu trabalhava no turno da tarde fechou devido à redução do número de alunos. A escola que estou agora tem uma realidade e um contexto completamente diferente do qual estava habituada; é uma escola relativamente grande por situar-se no interior (159 alunos), contempla o ensino fundamental completo, possui uma equipe diretiva formada por especialistas, entre outras diferenças.
Para completar a série de desafios, há dez anos lecionando, esta é a turma mais agitada e barulhenta com a qual trabalhei.
“Farei o estágio com a minha própria turma, um 2º ano, turma única, composto por 16 alunos, sendo 5 repetentes e 11 alunos novos na série. Destes, 11 são meninos e 5 são meninas, com idades entre 7 e 10 anos. Uma aluna tem acompanhamento psicológico, psiquiátrico e com a orientadora educacional e outro aluno somente acompanhamento psicológico. Esta aluna apresenta um comportamento completamente inadequado para um ambiente escolar, descumprindo todas as normas e regras da escola.
É uma turma bastante agitada, inquieta e barulhenta, apresentam muita dificuldade em ouvir as ordens, bem como em cumprir as combinações, necessitando sempre da intervenção da professora para baixarem o tom de voz; para ficarem sentados nos seus lugares. Precisam ser lembrados com frequência, das regras da turma e da escola. Entretanto, são amigos, gostam de se ajudar e mantém um bom relacionamento entre eles.
A maioria dos alunos realiza as atividades com capricho e organização, nas alguns ainda apresentam dificuldade no recorte e na colagem, bem como em respeitar os limites ao pintar, muitas vezes utilizando uma pintura riscada tanto na horizontal quanto na vertical. Três alunos são muito lentos e dificilmente realizam todas as atividades propostas, apesar do incentivo da professora.
A maioria realiza suas atividades com autonomia e correção, mas creio que por imaturidade e insegurança, ainda necessitam de muitas explicações coletivas e individuais. Ainda têm dificuldade em manter a sala de aula limpa, deixando lixo e também materiais espalhados pelo chão. Muitas vezes perdem ou esquecem de trazer seus materiais escolares, prejudicando assim o andamento da aula. Iniciei o ano letivo com os alunos dispostos em “U”, posteriormente em duplas, mas infelizmente tive que organizá-los sentados individualmente, pois conversam ininterruptamente.”
Por tudo isso, continuo pensando que educar exige muita determinação, sendo que o professor não pode desistir dos seus alunos, é como educar um filho: trabalho diário, buscando alcançar os objetivos planejados, para colher os resultados no futuro.