A escolha do que eu iria desenvolver em meu Plano Individual de Estudos, deu-se pelo fato de eu ter assumido o Projeto da Classe de Apoio, que atende seis alunos com dificuldades de aprendizagem, principalmente nos conceituais de Português e de Matemática, de cada turma, do 2º ano a 4ªsérie. Então, queria que as quatro horas que os alunos estivessem comigo, aprendessem de forma lúdica e diferenciada, que sentissem prazer e que as dificuldades fossem sanadas através das brincadeiras. Primeiramente decidimos em conjunto quais seriam os jogos que iríamos confeccionar, começamos por um dominó da tabuada e cartelas para produção de texto, contendo 10 objetos cada uma. Os jogos confeccionados foram utilizados pelos alunos e procuramos descobrir todas as maneiras de utilizá-los. Na verdade, iremos aproveitá-los durante várias aulas, sempre com um enfoque diferente. Como eu atendo eles duas vezes por semana, em uma delas deixo-os livre para escolher com qual jogo querem brincar, e geralmente eles escolhem aqueles que trazem mais desafios. Para complementar o meu plano de estudos, tive a felicidade de participar da interdisciplina de matemática, a qual me proporcionou aprender e relembrar inúmeros jogos, sendo que alguns já têm na escola, outros pretendo confeccionar e alguns tenho que adaptar, pois não possuímos laboratório de informática. Fico um pouco frustrada por não conseguir mais tempo disponível para confeccionar todas as sugestões de jogos que aprendi, e inclusive gostaria de dizer muito obrigada as colegas, pois todos os trabalhos que eu tive a oportunidade de ver, estão maravilhosos e já selecionei-os para a minha lista de sugestões de jogos e atividades, sendo que fiquei impressionada com a variedade de maneiras que conseguiram propor para um mesmo conceitual. Realmente cada ser é único!!! Bom, vou construindo os jogos com calma e guardando-os, para utilizá-los assim que possível. Ainda permaneço com o desafio de encontrar mais jogos na área do Português, pois não estou encontrando diversidade de jogos e atividades, infelizmente acabam se repetindo. O que encontrei em maior quantidade são os jogos envolvendo ortografia. Enfim, estou aceitando mais e mais sugestões....
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domingo, 6 de julho de 2008
Perguntando
Penso que os professores deveriam instigar e responder sempre que os alunos formulassem perguntas, pois não existe no meu ponto de vista, nenhuma pergunta que seja improdutiva, sendo que todas elas remetem a algum tipo de resposta. Gosto mesmo é de trabalhar com alunos pequenos, pois eles ainda não possuem “maldade”, “malícia” e não se envergonham em perguntar ou riem quando alguém faz uma pergunta engraçada. Eles são muito espontâneos, lembro de um dia em que uma aluna me perguntou se eu havia tirado o pelo que eu tenho no queixo (pasmem, é só um fio, e ela havia reparado), a partir daí, inicio-se uma discussão sobre porque as mulheres tiram os pelos e os homens não, porque os homens têm barba e as mulheres não.... Enfim, de uma forma ou de outra, a partir de uma pergunta sempre se constrói algum conhecimento.
Sinto, por ainda ver colegas que não tem paciência para responder aos questionamentos dos alunos, principalmente se forem diferentes do assunto que estão trabalhando. Já cheguei a ver colegas ofendendo e humilhando os alunos, ou até mesmo não respondendo. Vejo, que ás vezes eles só tem nós para perguntar, ou porque os pais não sabem ou porque não tem “tempo” / paciência para respondê-los.
Sinto, por ainda ver colegas que não tem paciência para responder aos questionamentos dos alunos, principalmente se forem diferentes do assunto que estão trabalhando. Já cheguei a ver colegas ofendendo e humilhando os alunos, ou até mesmo não respondendo. Vejo, que ás vezes eles só tem nós para perguntar, ou porque os pais não sabem ou porque não tem “tempo” / paciência para respondê-los.
sábado, 3 de maio de 2008
Reflexões/ Apresentação do Portfólio

Vejo que houve um crescimento muito, grande com relação à aprendizagem, bem como com o uso da tecnologia, depois de transcorridos estes três semestres. Mas ainda fico admirada com a desenvoltura que algumas colegas têm com o uso do computador, seus trabalhos ficam maravilhosos! Mas um dia eu chego lá... Assim, percebo e confirmo mais uma vez, que o conhecimento/ a aprendizagem está sempre ocorrendo, sempre em construção. A cada semestre, sinto que fica mais fácil realizar a apresentação do Portfólio de Aprendizagem, visto que já estamos habituadas umas com as outras, o que estabelece certa relação de confiança. No início ficava muito nervosa, tremia, ficava vermelha e acabava esquecendo algumas coisas que gostaria de falar. Desta vez, fiquei mais nervosa, pois a minha irmã ficou junto comigo na sala, para cuidar do meu filho, o qual tive que levar junto, visto que não havia ninguém para cuidá-lo, então, acho que fiquei receosa, pois sabia que ela iria analisar mais a fundo a minha apresentação e depois iria fazer uma crítica a respeito. Porém foi bastante válido, pois com certeza poderei aprimorar os aspectos que ela julgou não terem ficado bons. Penso que este momento é muito importante, pois temos a oportunidade de ouvir a trajetória de cada colega, e acabamos percebendo que passamos por fatos muito parecidos durante o semestre, temos angústias, medos, experiências e práticas semelhantes.
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