Falar de Educação de Jovens e Adultos, é considerar acima de tudo a situação de “não crianças”, de excluídos da escola e de pertencentes a determinados grupos sociais. Se a escola considerar estes três aspectos, receberá esses alunos oferecendo um ensino condizente com a realidade dos mesmos e sobretudo de qualidade. Cabe ao professor oferecer aulas atraentes e principalmente diferentes daquelas dadas no ensino regular, visto que para um adolescente e principalmente para um adulto que trabalhou durante um dia inteiro, chegar à escola e ter que assistir uma aula onde a professora passa a música “O sapo não lava o pé”, é consideravelmente desmotivante. Claro, que se esta canção estivesse envolvida em um projeto sobre a infância, seria uma atividade atraente e motivadora, mas isso sem dúvida não ocorreu – encontrei essa situação durante a saída de campo. Além disso, os educadores de EJA precisam entender primeiro, que estes alunos que estão lá, foram excluídos do ensino regular seja por evasão; por inúmeras repetências; ou por iniciarem muito cedo a trabalhar; mas que essa situação é comum a todos, por isso é necessário que ele busque envolver este educando, valorizando toda e qualquer experiência que ele traga consigo, a fim de mantê-lo na escola. Bem como, perceber que por participar de determinados grupos sociais, esses adultos e adolescentes têm uma identidade sócio-cultural já definida e, portanto, precisa ser respeitado. Sem dúvida, ao realizar a saída de campo, confirmei tudo o que havia aprendido neste interdisciplina, pois encontrei na escola alunos oriundos de outras cidades, que migraram em busca de melhores oportunidades de emprego; filhos de pais na sua grande maioria analfabetos e pobres. Estão na escola hoje, por necessidade, de trabalho, para tirar a carteira de habilitação ou para aprender a ler e a escrever. Percebi que sentem vergonha dessa situação e que são movidos por motivações próprias, visto que a família acha bobagem voltar a estudar nesta idade. Por terem “maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre seus próprios processos de aprendizagem” (OLIVEIRA, Marta Kohl), estão mais vulneráveis a se frustrarem diante das dificuldades, acabando por abandonar a escola. Muitos já iniciaram os estudos muitas vezes, mas acabam desistindo ao longo do ano. Outro fato que me chamou a atenção foi que todos conheciam os números e sua utilidade na vida diária; sabiam horas, fazer cálculos mentais, utilizar o sistema monetário, enfim aquilo que era útil e necessário para o seu cotidiano. Porém relataram que o conseguiam pegar um ônibus, pois não sabiam ler o que estava escrito. Finalizando, creio que a docência na EJA requer muito preparo por parte do professor e da escola como um todo, valorizando e respeitando esses alunos; numa constante troca entre os envolvidos no processo de ensino/aprendizagem.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
RETROSPECTIVA DA HISTÓRIA DOS SURDOS
Inicialmente os surdos não eram considerados cidadãos, tendo negado o direito ao voto, ao casamento, ao estudo, entre tantos outros. Porém, tornaram-se objeto de curiosidade e consequentemente de estudo e pesquisa. Então, decide-se que nas escolas, somente poderia ser usado o Oralismo com os alunos surdos, por acreditarem que somente a linguagem oral era capaz de proporcionar um diálogo e que a língua de sinais atrapalhava o desenvolvimento dos alunos. Entretanto, a língua de sinais continuou sendo utilizada, mas de forma escondida, pelos surdos.
A partir da década de 60, adotou-se então, a Comunicação Total, uma mistura da Língua Portuguesa, linguagem oral e da Língua de Sinais; fracassando novamente, dado a confusão causada pela mistura de línguas.
Atualmente, a melhor proposta é considerada a do Bilinguismo, que prioriza a Língua de Sinais, para posteriormente utilizar uma segunda língua, a Língua Portuguesa.
Para acolher o aluno surdo, é necessário que o professor esteja preparado, bem como a instituição escola, sendo que este aluno precisa ser respeitado em sua individualidade e peculiaridade. Além disso, cabe ao educador, entender que a Língua oficial do surdo é a LIBRAS, e não a língua Portuguesa. Também, é preciso proporcionar uma gama maior de elementos visuais, visto que o surdo tem esse sentido aguçado. E, é imprescindível travar uma luta para exigir o direito que este aluno tem em ser acompanhado por uma intérprete em sala de aula.
Não é verídico que o aluno surdo tenha dificuldades de aprendizagem, e sim pode ter dificuldades em escrever, pois a Língua de Sinais difere da Língua Portuguesa. Para o aluno surdo, encontrar um professor surdo representa uma maior identificação cultural, visto que este se torna um exemplo de adulto surdo bem sucedido, situação geralmente incomum no seu cotidiano.
É preciso desmistificar o preconceito que o surdo sofre muitas vezes dentro da sua própria casa, sendo assim reproduzido na sociedade. A criança surda precisa sentir dentro da sua família, que é uma pessoa com capacidade e habilidades como qualquer outra; se for considerada assim, encontrará forças para lutar contra o preconceito com o qual irá se deparar pelo mundo afora. Por isso, os pais tem o dever de conhecer a fundo os direitos dos seus filhos, para poder garantir que os mesmos cresçam e se desenvolvam da melhor maneira possível.
O surdo precisa ser considerado como diferente em um único aspecto, a audição, mas não como deficiente ou inferior.
A partir da década de 60, adotou-se então, a Comunicação Total, uma mistura da Língua Portuguesa, linguagem oral e da Língua de Sinais; fracassando novamente, dado a confusão causada pela mistura de línguas.
Atualmente, a melhor proposta é considerada a do Bilinguismo, que prioriza a Língua de Sinais, para posteriormente utilizar uma segunda língua, a Língua Portuguesa.
Para acolher o aluno surdo, é necessário que o professor esteja preparado, bem como a instituição escola, sendo que este aluno precisa ser respeitado em sua individualidade e peculiaridade. Além disso, cabe ao educador, entender que a Língua oficial do surdo é a LIBRAS, e não a língua Portuguesa. Também, é preciso proporcionar uma gama maior de elementos visuais, visto que o surdo tem esse sentido aguçado. E, é imprescindível travar uma luta para exigir o direito que este aluno tem em ser acompanhado por uma intérprete em sala de aula.
Não é verídico que o aluno surdo tenha dificuldades de aprendizagem, e sim pode ter dificuldades em escrever, pois a Língua de Sinais difere da Língua Portuguesa. Para o aluno surdo, encontrar um professor surdo representa uma maior identificação cultural, visto que este se torna um exemplo de adulto surdo bem sucedido, situação geralmente incomum no seu cotidiano.
É preciso desmistificar o preconceito que o surdo sofre muitas vezes dentro da sua própria casa, sendo assim reproduzido na sociedade. A criança surda precisa sentir dentro da sua família, que é uma pessoa com capacidade e habilidades como qualquer outra; se for considerada assim, encontrará forças para lutar contra o preconceito com o qual irá se deparar pelo mundo afora. Por isso, os pais tem o dever de conhecer a fundo os direitos dos seus filhos, para poder garantir que os mesmos cresçam e se desenvolvam da melhor maneira possível.
O surdo precisa ser considerado como diferente em um único aspecto, a audição, mas não como deficiente ou inferior.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Direitos
Falar em inclusão é muito bonito, porém, a forma como ela ocorre em nossas escolas é um ato de desrespeito para com o professor e com o aluno. Gostaria de relatar a história de uma colega professora que recebeu um aluno deficiente auditivo. Simplesmente a diretora levou o menino até a sala de aula e o apresentou a ela, dizendo que ele era surdo. Logo, ela ficou apavorada, pois não sabia como iria fazer para receber de forma satisfatória o menino. Também, os colegas ficaram um pouco apreensivos, mas logo fizeram amizade com ele. A professora partiu em busca de um curso para aprender a falar Libras, mas percebeu que não era tão simples assim e que levaria bastante tempo para poder estabelecer um diálogo fluente com o aluno. Houve o auxílio da família do garoto, e felizmente como ele já era alfabetizado, foi possível a comunicação escrita. Infelizmente, ninguém orientou a professora, nem mesmo a escola sabia que o aluno surdo tem o direito de ter um intérprete na sala de aula. Vejo que falta orientação e conhecimento por parte das instituições de Ensino, da Secretaria de Educação, e principalmente por parte da família, a qual deveria saber o que a lei garante para o seu filho e lutar para que sejam efetivados esses direitos. Assim, acredito que poderá ocorrer a inclusão de fato.
História dos surdos
A caminhada dos surdos vem se modificando ao longo da história, sendo que hoje, são considerados (ainda que haja preconceito) pessoas capazes como quaisquer outras, porém, apresentam uma deficiência auditiva. São sujeitos com uma cultura própria, bem como uma língua, a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS). Entretanto, não foi sempre assim. Antigamente, os surdos eram considerados incapazes, loucos e doentes, sendo excluídos do convívio social e muitas vezes internados em clínicas psiquiátricas. Não era dada a oportunidade aos surdos de se comunicarem com as demais pessoas, que não fosse a linguagem oral, não sendo considerados os conhecimentos e capacidades que este indivíduo já possuía. Ao surdo, restava pena e a intenção de ser curado da sua surdez. Temos o dever de disseminar o conhecimento que adquirimos ao longo desta interdisciplina, com a intenção de erradicar o preconceito existente entre as pessoas que desconhecem esta história de lutas por uma identidade cultural, buscando a efetivação dos seus direitos.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Maravilhoso!!!!
Confirmando a minha expectativa, a interdisciplina de Libras me deixou muito curiosa e empolgada. Primeiro, achei fascinante ver a professora se comunicando conosco através da tradução simultânea, o que só havia visto na televisão. Durante a aula, descobri e então entendi que a comunidade de surdos (e não surdo-mudo), utiliza uma língua como o português, o inglês, enfim, que nós caso queiramos nos comunicar com os surdos, devemos nos apropriar da sua língua, ou seja, da Língua de Sinais. Também, percebi que como qualquer outra língua, é preciso treino e estudo, para que possamos nos comunicar da forma correta com os surdos. Confesso que como a maior parte da sociedade, somos levados a acreditar que o surdo além da sua deficiência auditiva, apresenta outras, tal como a deficiência mental; porém, lembrarei sempre da frase que a professora proferiu: “somos apenas deficientes auditivos, do resto, somos iguais a todas as outras pessoas”. Retornei para casa, pensando muito sobre como deve ser não escutar e, consequentemente fiquei mais atenta a todos os sons que vinha escutando, inclusive o som da água caindo do chuveiro! Fantástico. Espero que esta interdisciplina deixe as portas abertas para saber onde buscar ajuda e material a fim de aprimorar a comunicação com pessoas surdas, visto que percebi que caso não tenhamos ninguém para praticar a língua de Sinais, acabamos esquecendo muitos deles. Para encerrar, vejo que a tecnologia trouxe muitos benefícios para a comunidade surda, visto que aparelhos como o telefone celular, facilitam a vida das pessoas surdas, pois servem como despertador e também para comunicarem-se através das mensagens; entre tantas outras invenções. Com certeza foi uma das poucas aulas em que todos estavam atentos e com vontade de ficar até o último instante.... assim foi como eu me senti!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Vamos Lá!!!!
A cada semestre que se inicia fica o dever cumprido do anterior, mas gera inúmeros sentimentos, entre eles: a ansiedade, a expectativa, o medo, a alegria,..... Surpreendentemente já estamos no sétimo semestre.... Parece que foi ontem o inicio da minha caminhada como aluna PEAD, passando por alguns percalços durante o trajeto, mas vencendo e superando obstáculos, estou aqui para mais um desafio. Pois, isso é o que me faz forte e me move para um ponto fixo chamado FORMATURA! Olha que já estou até fazendo planos....
Bom, minhas expectativas com relação ao semestre que se inicia são principalmente com relação às interdisciplinas e suas atividades. Serão significativas, podendo ser relacionadas à nossa prática diária; como serão as leituras, os prazos de entrega..... Principalmente porque o eixo anterior foi extremamente pesado, várias atividades, inúmeros fóruns, leituras... A interdisciplina de Libras, tenho que confessar, me deixa bastante instigada, visto que tenho a mãe de um aluno que utiliza a linguagem de sinais e que me angustia e posso dizer me apavora, pois ela quer se comunicar e fica sempre nervosa, pois tenho dificuldades em entendê-la (geralmente conto coma ajuda do filho para traduzir). Gostaria de fechar o eixo 7, último semestre de aulas teóricas, produzindo além do que produzi no semestre anterior; organizando melhor o meu tempo, mesmo que isso me custe dormir em média 4 horas 30 min por noite. Pretendo postar semanalmente no blog, visto que deixei muito a desejar em 2009/01; pretendo me engajar com mais afinco no PA, visto que ele é de meu interesse e tenho muita curiosidade sobre os motivos que levam uma mulher a não querer ter filhos. Enfim, expectativas e metas bastante audaciosas.... Mas espero poder fazer a minha última postagem desse semestre, fazendo um balanço, comparando com esta primeira e avaliando o seu transcorrer. Vamos lá!!!!
Bom, minhas expectativas com relação ao semestre que se inicia são principalmente com relação às interdisciplinas e suas atividades. Serão significativas, podendo ser relacionadas à nossa prática diária; como serão as leituras, os prazos de entrega..... Principalmente porque o eixo anterior foi extremamente pesado, várias atividades, inúmeros fóruns, leituras... A interdisciplina de Libras, tenho que confessar, me deixa bastante instigada, visto que tenho a mãe de um aluno que utiliza a linguagem de sinais e que me angustia e posso dizer me apavora, pois ela quer se comunicar e fica sempre nervosa, pois tenho dificuldades em entendê-la (geralmente conto coma ajuda do filho para traduzir). Gostaria de fechar o eixo 7, último semestre de aulas teóricas, produzindo além do que produzi no semestre anterior; organizando melhor o meu tempo, mesmo que isso me custe dormir em média 4 horas 30 min por noite. Pretendo postar semanalmente no blog, visto que deixei muito a desejar em 2009/01; pretendo me engajar com mais afinco no PA, visto que ele é de meu interesse e tenho muita curiosidade sobre os motivos que levam uma mulher a não querer ter filhos. Enfim, expectativas e metas bastante audaciosas.... Mas espero poder fazer a minha última postagem desse semestre, fazendo um balanço, comparando com esta primeira e avaliando o seu transcorrer. Vamos lá!!!!
terça-feira, 28 de julho de 2009
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